[Oficial] COF - Aula 385

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Mensagem por Admin em Sab Maio 27, 2017 10:23 pm

Postagem aberta para a postagem do conteúdo sobre a aula 385, do dia 27/05/2017.

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Re: [Oficial] COF - Aula 385

Mensagem por Giuliano Vitor em Sab Maio 27, 2017 11:20 pm

Acrescentem, discutam, perguntem, comentem o que entenderam da aula.
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Nota: aqui é um resumo altamente subjetivo e sem amparo do víde. São baseadas em notas que consegui pegar da aula ao vivo.

- não peguei a aula toda, mas Olavo falou sobre o avanço da dialética, desde Platão, passando por Nicolau de Cusa até Hegel;

- "É mais importante achar as premissas do que as conclusões" + "se tivéssemos todas as premissas, aí sim a lógica seria útil, porque seria possível de duzir tudo, mas isso só Deus pode fazer";

- Houve o confronto da dialética com a lógica; "a mente humana só funciona por oposições". A natureza, do contrário, não é regida por esse mesmo sistema, como tentou mostrar Engels (o livro parece ser "Dialética da Natureza");

- retomada da questão do "determinismo" (e como isto é falso) e a importância de perceber as próprias ideias como as consequências práticas que advém delas. Sem isto se comete um flatus vocis, um psitacismo (repetir como papagaio, sem amparo da vivência real);

- dessa forma, alimenta-se sonhos e ambições, seja revolucionárias ou conservadoras, o que é algo totalmente fora da realidade - e a universidade seria o local ideal para isso: a impregnação de fórmulas verbais repetíveis que expressam sonhos, fantasias, mas cuja aplicação e efeitos práticos não se percebe;

- isto implica usar a linguagem apenas gramaticalmente (como frases possíveis na língua), mas sem o amparo da lógica (acho que implica a compreensão do sentido da coisa), e muito menos da cognição (a percepção da experiência humana a que aquilo se refere e seus antecedentes e implicações) - isto cria uma infantilização de uma mera expressão de desejos, de frases prontas, o fenômeno do papagaio (falar sem saber o significado, apenas mecanicamente por ter decorado a fórmula verbal);

- sem uma classe intelectual que possa analisar isso, essas ideias se espalham, afetando todo mundo, incluindo a classe política;

- na busca do conhecimento, é preciso aproveitar todos os grandes autores, sem preconceito. Karl Marx pode ter sido vigarista, mas um vigarista pode ser um gênio; e ele e os marxistas fizeram análises brilhantes - Hegel também, errou em um ou outro ponto, mas seus estudos de dialética são incríveis;

Nota: obviamente aqui eu estou papagaiando. Não li Hegel nem Marx, não sei quais as obras a que ele se refere particularmente (já vi os títulos, mas não arrisco nem citar).
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a última parte foi, puxando por esse ângulo, um comentário sobre o René Guénon. "foi preciso um muçulmano para retomar a simbologia cristã que se perdeu lá pelo século XVII, XVIII". A obra do Guénon é genial, ele mostra a universalidade dos símbolos (ou algo assim);

- Olavo cita um exemplo da mitologia grega com o minotauro no centro do labirinto prestes a comer os sacrifícios enviados nele. O labirinto representa uma montanha, como também representa a dificuldade, o caminho da vida, onde, no fim, está a morte. Ora, mas, por mais que "possa ofender os cristãos", não dá pra fugir disso: Jesus subiu a montanha carregando a cruz e ali ele estava no centro, como o minotauro, só que, a grande diferença do cristianismo é que diferente do minotauro, Cristo não estava lá para sacrificar as vítimas, mas para sacrificar a si mesmo: o próprio Deus - este sacrifício e as leis que ele trouxe (o "amar ao próximo como a ti mesmo") JAMAIS houve em nenhuma outra forma que imite a estrutura dessa simbologia do minotauro;
- É essas duas diferenças: o próprio Deus sacrificado e "o amor ao próximo" que garante a Cristo a sua afirmação: "todos os que vieram antes de mim são ladrões" - são todos monstros, comendo as vítimas do labirinto. Cristo fez o contrário: sacrificou-se;

- Por último, o narizinho empinado do brasileiro diante dos autores que não é capaz de compreender (lembro do vídeo de introdução ao jardim das aflições, em que ele fala que o argumento máximo brasileiro é o "HÁ-HÁ-HÁ" de desprezo);

- E, vocês (nós) não podem fazer isso: é preciso estudar a sério, e seguir o "idem velle idem nolle" - procurar pessoas que busquem as mesmas coisas que vocês.
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Giuliano Vitor

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